Leugim: 13 – Garotinhas Fáceis (Parte 2)

Assim que compraram as entradas, as portas da boate se abriram e a outra fila começou a adentrar o local. Sem pressa alguma se deslocaram a ela, que sem sombra de dúvidas andava mais rápido que andou a da bilheteria. Vinte minutos depois, estavam dentro e nenhum sinal da dama de azul. Era uma casa de dois andares e no paredão ao fundo enorme palco, onde estava o DJ e de onde saíam todas as luzes coloridas que percorriam o local pouco iluminado. Som alto como é de costume e que sempre dificulta qualquer tipo de diálogo. Continuar lendo

Leugim: 13 – Garotinhas Fáceis (Parte 1)

Assim que o almoço ficou pronto, Irina o acordou anunciando que seu prato já estava preparado na mesa da sala de jantar. Espreguiçou-se. Conferiu as horas. Uma e quinze. Sentou na beira da cama com as mãos pousadas nas coxas sustentando o peso do tronco arcado. Olhou para um lado e para o outro. Pegou o celular na cabeceira. Nenhuma ligação perdida. Girou lentamente o pescoço estalando-o e levantou. Tirou a camisa que trajava desde o dia anterior e jogou no cesto de roupas sujas que estava no canto do quarto, ao lado do armário. Alongou-se. Resolveu continuar com a calça de ontem e foi almoçar. Continuar lendo

Leugim: 12 – Vírus Zumbi (Parte 3)

Depois desse dia Sandra não apareceu mais na escola. Na semana seguinte, ao tomar bela bronca de seus pais, descobriu que ela tentou suicídio. Aquela notícia lhe foi traumatizante, não fazia ideia que o ocorrido poderia causar toda aquela novela e turbilhão. Desde esse dia prometeu a si mesmo não mais envolver-se diversas vezes com a mesma pessoa, para evitar que se apaixonassem por ele e a deixar bem claro o quanto repudiava até mesmo a ideia sobre relacionamento sério. Jamais queria causar em outra pessoa o que aconteceu a Sandra. E só voltou atrás no terceiro período da segunda vez que cursou faculdade. Tainá tinha três anos a menos que ele e da mesma turma em algumas matérias. Envolveram-se pela primeira vez em uma das festas da faculdade e de acordo com a longa conversa que tiveram antes das línguas dançarem juntas, ela pensava como ele. Nisso, quando apareceu a segunda oportunidade, Miguel pensou: “Por que não?”. Brincava até dizendo que ela era a versão feminina dele. Continuar lendo

Leugim: 12 – Vírus Zumbi (Parte 2)

Seis horas Miguel acorda com o despertador do celular berrando. Era hora de partir. Olha para o lado. Eduarda dormindo igual criança. Levanta. Vai ao banheiro. Durante o banho pensa em todo o ocorrido depois que os dois entraram naquele quarto. Primeira vez que entra em um quarto de Motel pra se estressar e dormir, sem sexo. Por mais que tivesse prometido não afastá-la da sua vida, era o que faria sem que ela percebesse. Já tinha ultrapassado dos limites, dele. Saiu do banho. Colocou a calça e a acordou. Enquanto terminava de se aprontar, ela foi ao banheiro. Mandou mensagem para César, perguntando se estavam acordados. Em menos de um minuto ele respondeu dizendo que estava só esperando Rayanne terminar de se vestir e já estariam saindo. Miguel foi até a porta do banheiro e pediu que Eduarda se apressasse. Quando se encontraram na saída, César percebeu que pairava clima estranho entre os dois, mas preferiu não perguntar nem comentar nada. Ainda sonolentos, despediram-se. Eduarda entrou em seu carro e Rayanne montou na garupa de Miguel. Pegaram lados opostos na rua e seguiram seus rumos. César sentido à Niterói levar Eduarda e Miguel à Copacabana, ao apartamento de Rayanne. Continuar lendo

Leugim: 12 – Vírus Zumbi (Parte 1)

Saíram da casa de swing por volta das quatro horas da manhã, embriagados e rindo a toa. Miguel abraçado a Rayanne e César abraçado a Eduarda. Chegando ao estacionamento, decidiram ir ao Motel mais próximo para finalizar a noite. Rayanne com César de carro e Eduarda na moto com Miguel. Pegaram quartos separados. Enquanto Eduarda estava no banheiro, Miguel a aguardava deitado na cama, só de calça. Alguém bate na porta. Era o serviço de quarto com garrafa de champanhe que ele havia solicitado. Pega, dá gorjeta ao rapaz e volta a cama. Eduarda sai do banheiro e vê um Miguel todo desajeitado levando surra para abrir a garrafa. Continuar lendo

Leugim: 11 – Lovers Club All Night (Parte 2)

Saiu dali direto para o escritório de seu melhor amigo. Ainda estava furioso e só se acalmou ao terminar de contar o ocorrido. César preferiu não dar opinião, apenas ouvi-lo. Até por que, quando o assunto era Gabriel, sabia que Miguel preferia ouvido a uma boca dando opinião ou fazendo comentário sobre. No fim, apenas perguntou se queria companhia para beber e ele aceitou. Pegaram o elevador e foram ao bar que tinha na esquina. Sentaram-se a uma mesa na calçada e Miguel pediu uma Antártica bem gelada. Depois disso não disse uma palavra sequer, ficou olhando para o nada como se estivesse hipnotizado ou perdido no tempo. Continuar lendo