Entrando

Aqui… onde me esconderei quando quiser me ausentar, das palavras que podem ser sonorizadas e das pessoas que habitam meus diversos lares. Por não ter um lugar pra ficar “sozinho”… Por não gostar da minha caligrafia, nem do meu ninho. Por precisar guardar palavras que não se encaixam nas canções, nos versos, poemas, poesias, papéis e refrões. Pra ninguém me encontrar… Pra ninguém encontrar… Pr’eu me perder no pensar.

Aqui… onde sou o que o momento me proporciona a ser ao registrar o meu pensar. Onde futuramente com o tempo, me fará relembrar dos tesouros que ontem vim desabafar. Onde guardo só pra mim, coisas que amanhã posso esquecer sem querer. Onde trago enfim, palavras que amanhã posso não poder escrever. Onde minha loucura tímida pode dar-se ao luxo de gritar, sem se preocupar em mostrar o quão presente pode ser. Onde minha desenvoltura escrita pode dar-se ao luxo de errar, sem se preocupar em consertar a eminente forma de ver.

Enfim… Apenas retratos que nenhuma câmera pode capturar, de um mundo imaginário que só eu posso me aventurar. Não tem chave, nem fechadura, mas, só eu posso entrar. Não tem classe, nem postura, somos eu e meu pensar. Não tem mapa, nem destino certo… fica onde a imaginação quiser se alojar. Não tem capa, nem estilo concreto… modifica conforme a imaginação decidir decorar.

E que se danem todas as regras.

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