Eu, Dorian e Narciso

O repouso da loucura é no cansaço da mente excitada. Vai chegando de mansinho, fazendo um carinho… Nas horas em que a mente precisa de um refúgio, de um descanso. Aos poucos vai pegando intimidade, até tornar-se parte, fundir-se a mente e transforma-la em compadre. E vai de ti ser bom o suficiente para saber domá-la ao em vez de ser domado. Mais ou menos como disse o Oscar Wilde no livro ‘O Retrato De Dorian Gray’: “A única maneira de libertar-se de uma tentação é entregar-se a ela. Resista, e sua alma adoecerá de desejo das coisas que, ela a si mesma se proibiu, com o desejo daquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilícito”. Capito???

Não sou hipócrita, se eu estivesse na pele do Dorian, eu faria a mesma coisa e talvez, mais, Me conheço quase muito bem. Me entregaria a loucura, plantaria e colheria tentações, sairia em busca de novas sensações e apostaria no duvidoso. Talvez seria até mais fácil pôr a vida em risco.

No fundo no fundo, somos todos narcisistas e negamos a existência de nosso Narciso interior. Independente da cabeça que tenhamos, sempre tem uma hora que esse espirito narcisista fala um pouco mais alto. Somos tão iguais e ao mesmo tempo diferente, que certas coisas, são tão fáceis de saber sem intermédios. Não há como dizer que isto é preconceito ou julgar o livro pela capa. O que mais não assumimos, muitas das vezes são o que mais sabem sobre nós.

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Um pensamento sobre “Eu, Dorian e Narciso

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