Eu e Zé e Eu

O que sou que não fui? Vai saber… O que fui que não sou? Vai entender… O que sou que fui ali pra saber, o que fui que sou daqui, pra entender que nesta dança não tem ciranda que encante o mantra, não tem voz que não cante, anda… vá saber porque o grilo enquietou-se na bela noite. E que me açoite e depois me afoite, quem duvidar que nosso mar não vai desaguar e carregar grãos de areia com o nome que escrevi, com um palito de picolé. Quem vai questionar quando vir o luar e o sol se apaixonar pela grande esfera transparente? Como é? Sabes Zé? Zé zela, acende a vela pr’aquela guria que correu pro mar. Pr’aquela guria que dançou sobre as ondas e veio me chamar pra mergulhar nas ondas de teu corpo nú, dourado, apimentado! Hipnose proposta por seus olhos azuis, que nunca foram tão amelados sem as lentes do teu telescópio. Assumo, amei o teu ventre livre, entreguei-te meu âmago… confesso! Morando num lugar de ignorante onde muita raridade se esconde, meu preço é barato, mas me vendem tão caro que perdi as contas de quantas contas tive que abrir. Por sempre encontrar um cliente novo, que tem medo de novidades. Mas uai, Zé! Cadê Zé? Zé, diz pra mim como uma raridade pode ter tanta novidade? Isso é ruim Zé? Se for, trás o mé nos enquietemos.

Escrito em: 26/12/2008

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