O que Pleb não previu

Ele mudou de Castelo, escolheu o mais longe de todos e do centro da cidade confusa. Ergueu diversos tipos de barreiras para proteger seu Castelo, contratou novos guardas, instalou alarmes e câmeras estrategicamente. Para não ser reconhecido e/ou seguido, vira-mexe quando sentia necessidade de se divertir por aí, disfarçava-se do mais irreconhecível rosto possível e saía com uma nova identidade. Não queria deixar pistas de quem era e o que de mais valor possuía. Quando saía, tentava não envolver, muito menos se envolver. Queria apenas se distrair com seus velhos amigos, que eram os únicos que sabiam quem era… para qualquer outra pessoa era apenas Pleb.

Todo dia ao acordar, sempre entre às 12h e as 15h, ele caminhava lentamente até o banheiro, escovava os dentes, acendia um cigarro e ia até o salão secreto do Castelo (onde só ele tinha acesso, os guardas vigiavam através das câmeras), para dar uma olhada no seu tesouro. Vira-mexe se pegava em outros horários ali, olhando-o, reparando se algo havia mudado, se precisava de novos ou velhos cuidados. Procurava ter sempre o maior cuidado possível para com ele, que diversas vezes já havia sido roubado e diversas vezes até, ter sido muito difícil recuperá-lo com o mínimo de dano possível… era sempre um estrago e tanto.

Mesmo com toda aquela segurança, ele sabia que uma hora ou outra alguém descobriria seu paradeiro e novas tentativas de roubo ocorreriam. Só o que não tinha idéia, é que seria tão fácil. Certo dia acordou com vozes gritando que seu tesouro havia sido roubado. Enquanto caminhava com alguns guardas até a sala de monitoramento do Castelo, as perguntas ecoavam em sua cabeça: “Como alguém conseguiu passar facilmente pelas enormes barreiras? Como alguém passou despercebido pelos meus guardas? Como não foi soado os alarmes? As fitas das câmeras me darão uma resposta concreta!”. Horas depois, naquela mesma sala de monitoramento, estavam os guardas completamente abismados, sem entender patavinas do que acabaram de ouvir e ele com um certo sorriso escondido no canto. Tinha dito aos guardas que não fariam nenhuma denúncia, deixariam tudo como estava e as coisas continuariam bem, como se nada tivesse acontecido.

Mais uma vez, uma ladra… Mas uma ladra conhecida! Não passou facilmente pelas barreiras… as barreiras passaram facilmente por ela. Não passou despercebida pelos guardas… os guardas passaram despercebidos por ela. Os alarmes não foram soados, só apontaram o caminho. E as fitas mostraram o que ele queria e o que só ele tinha notado. Havia uma pequena caixa no lugar do seu tesouro. Desceu as escadas, digitou a senha no painel digital da entrada pro salão secreto… Assim que entrou, tratou logo de pegar a caixa e ao abrir, havia um coração como o dele e um bilhete: “Levo o seu, pois aqui, deixo o meu!”

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Um pensamento sobre “O que Pleb não previu

  1. Eu sabiaaaaaaa, sabiiiiiaaaaaaaa que era o coração \o/
    Yeah, sou muito esperta hauahuahuhaua

    Mentira, entendo de barreiras =x

    Putaqueparil, me perdoe a boca suja, mas eu adooorei *.*

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