2 anos depois

No dia 06 de Agosto de 2008, criei e abandonei um blog com o seguinte post…

A capacidade que as pessoas tem hoje em dia de magoar pessoas que as querem bem… É alucinante… SURREAL!!! Fora a forte habilidade de não valorizar aquilo que tem, por achar que é pouco ou pequeno, ou até mesmo ingénuo, inofensivo… Começando a dar valor só depois da perda ou quando é “desvalorizado”, ou até quando já se é tarde demais. Mesmo tendo consciência disso, quando se passa pelo tal e aprende tomando na cara… Muitos não aprendem e continuam comentendo esse “crime”. Depois vive a reclamar que não existem pessoas que prestem, que vale a pena se entregar… Mas aí quando de repente esse alguém aparece, o botão “Orgulho” chama mais atenção e novamente é ativado. Talvez possa até não ser por motivo de orgulho… Pode até ser por insegurança ou um certo sistema de auto-defesa. Já fui assim… Já me senti assim, após muitos murros bem dados na cara. Mas como diria William Shakespeare: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”, e é verdade… mais pura verdade. Assim como: “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”. O sentimento de “se entregar” à outro alguém, quando esse desejo é forte e deixamos o orgulho de lado… é tão bom. Mesmo tendo consciência de que amanhã pode se fuder por isso, mas se nessas horas fomos pensar no amanhã… Como viveremos o agora??? A paixão é um sentimento tão bacana e nos trás sensações tão boas, que só quem sente sabe… Fora que é ela quem decide se te mostra ou não, o caminho das pedras pro amor. AHHH o amor… Eu já pude conhecê-lo de verdade, é algo inexplicável… Num dia te faz rir, no outro te faz chorar. Podendo também enfurecer-te, acalmar-te, alegrar-te, etc… Mudando de assunto, também vejo muitas pessoas desistindo do romantismo… Céus! O romantismo é tão… tão… AH! Como eu queria ter nascido nos tempos dos meus avós. As vezes me sinto o último romântico: “Talvez eu seja o último romântico, nos litorais desse Oceano Atlântico” e me sinto muito bem com isso, não vejo mais medo em me entregar à alguém, caso me venha a vontade. Se eu quiser dizer coisas “bobas”… direi! Se eu sentir… deixarei fluir. Se eu quiser correr… Correrei! Apesar dos pesares que possa vir em seguida… Serei assim: sincero, espontâneo, pensador, romântico e o que for… E o que tiver de ser.. Será!!!

“E eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz”

Escrito em: http://expontaneosofia.blogspot.com/2008/08/2h-da-manh.html

Praticamente 2 anos depois, cá estou e como já aconteceu vezes antes, lembrei desse post. Mas agora, me fez parar pra refletir bastante. Alguma coisa mudou? Será que eu voltei em 2008? Será que é um erro pensar e ser assim? Devo viver e pensar como vivem os “modernos”? As pessoas podiam ser como remédios, que já vem com uma bula ou até como objetos que vem com um manual de instruções. Acho que as coisas seriam mais fáceis… Não? Sim? Não, porra!. Acho que eu penso demais… Ou demenos, quem sabe? Sei que eu reli esse post e fiquei confuso… Me sentindo em 2008, como se eu tivesse voltado no tempo mas em um novo cenário. Será que é a mesma peça? Se for… Sr. Roteirista dá uma moral aí nas minhas partes, po. Faz uma adaptação maneira aí pra mim, vai.

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2 pensamentos sobre “2 anos depois

  1. Dizem que todo mundo um dia vai te decepcionar… você só tem que saber, por quem vai valer a pena tentar.

    Como eu já disse uma vez, essa vida de velhos românticos que levamos, é muito solitária, às vezes, e decepcionante.
    Mas como disse a Nathália, um dia nossa recompensa chega, e cada pedra que encontramos no nosso caminho, faz essa recompensa ter um gostinho mais especial.

    Danem-se os modernos… eu me entrego, dou minha cara à tapa e não desisto do que quero!

  2. Bulas, manuais de instruções, tornariam a coisa bem prática, né?! Mas e o gostinho de conquistarmos e termos quem de fato nos merece – porque merecermos hoje em dia não é tão difícil… Eu não sou prepotente quando digo que é difícil encontrar alguém que faça valer cada ato meu.

    E entra todo o teu enredo… A capacidade que as pessoas que tanto valorizamos tem de nos magoar é de fato surreal. Dói, nos faz perder a cabeça, tira do sério (depois de toda a calma que canalizamos para fazer bem àquele ser…). E assim vai caminhando a humanidade: com passos de formiga, sem vontade e com pessoas que não sabem valorizar um gesto sincero, uma palavra de carinho e um ato afetuoso como se deveria.

    O problema na verdade, acredito que não sejam eles… Eles estão apenas seguindo o que manda a regra contemporânea: Viva, viva sem se importar com o daqui a pouco, com os outros, com os sentimentos, viva e faça o que bem entender – doa a quem doer. Eu me questiono, assim como ti, o porquê de ter nascido numa época tão fora do meu contexto. E a resposta? Continuamos a tentar descobrir… Vamos vasculhando, metendo a cara… Aliás, dando a cara a tapa! Até que um dia nossa recompensa, alguém que de fato faça valer cada sorriso, cada noite mal dormida e até mesmo cada frase que criamos no auge da sensação de felicidade, algum dia esse alguém chegará… E quando chegar, entenderemos o porquê de termos passado por tantas pedras no caminho. Ou não.

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