Fragmentos: SUF#P158

De repente um ônibus pára. Ele vira-se pra ela e a vê descendo os degraus olhando para os pés. Estava linda, com um vestido simples, meio colorido, porém a cor roxa era mais predominante. Seus olhos brilharam ao vê-lo. Ele sentia como se a tivesse visto pela última vez há um século. Ela se aproximou, olhou-o nos olhos. Ficaram calados olhando um para o outro. Seus corações pareciam estar sincronizados. Se fosse uma corrida de corações, lá estariam os dois empatados, na mesma velocidade. De repente ela a abraçou forte e ela correspondeu a altura, ao mesmo tempo. Não disseram uma única palavra. Queria ficar ali abraçado a ela por horas, dias, semanas. Aquele corpo pequeno em seus braços, aquele cheiro, seu coração acelerado, sua respiração ofegante em seu peito. Nunca notou o quão frágil ela parecia em seus braços.
Esperei tanto por esse dia. – disse ela baixinho, quase sem conseguir falar.
Uma lágrima escorreu pelos olhos dos dois. Realmente parecia que tudo estava sincronizado. Recompuseram-se. Olharam-se novamente. Ele passou a mão suavemente por seu rosto e limpou a lágrima. Ela fechou os olhos, sentindo seu carinho, aquele cheiro de tabaco em sua mão.

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