Leave


Quando chegou à frente da porta do apartamento dele, viu um bilhete preso…

“Eu sei que você veio pessoalmente dar o seu “Adeus” por consideração, mas, eu podia dá-lo sozinho, sem a sua presença. Sabe que não vou abrir a porta, não precisa pedir pra entrar. Está esperando o que para partir? Pode ir sem se importar em como as coisas irão ficar, por aqui, sem a sua presença radiante vez ou outra. E não precisa dizer e usar aquelas outras palavras que geralmente se usam nas explicações, já as conheço bem. Não me importa se não foram ditas por você e se vai dizer alguma coisa nova. De que importaria? Pensa bem. Importaria mesmo explicar um fim se depois ele vai continuar sendo um fim? Importaria… Se fosse me explicar uma fórmula de um começo depois de um fim! Se você queria realidade, seja realista, cacete! E sei que posso dizer algumas coisas por conta da raiva… Mas, precisa mesmo vir aqui dizer adeus? É pra aumentar minha vontade de te fazer ficar? É pra me torturar mais? É pra eu ver bem tudo que estou perdendo e tudo que você está jogando fora? E não! Definitivamente não vou ficar com gostinho de que tudo foi em vão… Pode senti-lo, mas, pra mim nada foi em vão. Até esse fim que está nos encapuzando, não será em vão e você vai ver. Pense bem nas coisas novas que você terá a partir de hoje, agora que esse velho cachorro está sendo deixado de lado… Deixa meu Romeu interior sangrar o sangue que você não vê. Então, se você não se importa… Vá!”.

Enquanto ela partia, ele no quarto ouvia…

 

 

 

“Não posso esperar pra sempre
Foi o que você disse
E você não pode me desapontar
Posso fazer isso sozinho
Mas, estou feliz que tenha vindo
E agora, se você não se importa
Vá! Vá!
E livre-se ao mesmo tempo
Vá! Vá!
Eu não entendo, você já se foi
E eu espero que se sinta melhor
Agora que já acabou
O que te levou tão longe
E a verdade tem um hábito
De sair de sua boca
Mas agora que isso veio
Se você não se importa
Vá! Vá!
E livre-se ao mesmo tempo
Vá! Vá!
Solte minha mão
Você disse o que tinha que dizer
Agora…
Vá! Vá!
Solte minha mão
Você disse o que tinha que dizer
Agora…
Vá! Vá!”

Leave – Glen Hansard (The Frames)
Composta por: Glen Hansard e Damien Rice
Uma das músicas do filme Once (Apenas uma vez)

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