S-A-U-D-A-D-E

Essa saudade que treme em meu peito assinou com o teu nome. Quando virá responder pelo “estrago” que ela tem feito sempre que você some? Não sei a cantiga de ninar que canta pra que ela adormeça enquanto está aqui, só sei que ela só dorme com a sua presença. E depois de um “até mais”, ela acorda cada vez mais escandalosa e intensa. Podíamos morar na mesma rua, pra que pudesse todo dia vir aqui colocá-la pra dormir pra mim… Por mim. Mas, talvez assim, nosso relacionamento poderia não estar dando tão certo como está. Sei que saudade é fundamental e que reclamo de charme, fazendo cena pra chamar sua atenção. Morando na mesma rua, não daríamos tempo e espaço pra saudade. Essa que é vital como o ar é para os pulmões, como o sangue é para o coração, como o corpo é para a alma e como você tem sido pra mim.

Minha saudade tem estomago, e você a alimenta tão bem, que está sempre no peso ideal. É um bebê mimado, e você a mima e nina tão bem, que só dorme em seus braços e só mama no teu seio. É uma corda nova de um velho violão, que toda hora desafina só pra que volte a afiná-la e dê mais atenção que para as outras. É um grande pavio aceso, que você sempre o corta a tempo, antes que exploda.

Passo a semana inteira bêbado de saudade e você me deixa bastante sóbrio no final de semana e às vezes num desses dias durante. Saudade… Essa que só pertence aos brasileiros. Não é um “I miss you” qualquer, é S-A-U-D-A-D-E.

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Um pensamento sobre “S-A-U-D-A-D-E

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