Um caminho de volta pra Neverland

Você é muito novo para entender, é o que dizem aqueles que também não entendem, mas fingem ser bem aventurados e bons entendedores do assunto.  Pegue o mundo numa só gota com o conta-gotas, jogue na língua e aprecie bem como se fosse vinho. Lembrando-se bem que, você não é obrigado a engoli-lo, pode muito bem cuspi-lo à sua vontade, como bem entender… E não se esqueça do “bem”, deixe-o bem presente acima de tudo e esqueça o “mal”, que fique para os que bem sabem lidar com ele. Nem sempre importa o que vão pensar, dizer ou agir, assim como na sua hora de agir, dizer ou pensar, também nem sempre importará.

Traga ao peito um sorriso bem aberto e um coração bem confortador na boca. Pelo menos uma vez na vida você se lembrará de algo que não era pra ter sido esquecido, a inocência… Independente de quem seja a inocência lembrada, você lamentará tarde demais a perda. Principalmente quando foi a sua. Perceberá que em determinadas ocasiões da sua vida, seria bem melhor que agisse certo sem querer ou que nenhuma experiência passada te fizesse pensar que poderia dar errado. Então horas ou dias depois, fará questão de esquecê-la novamente, só pra se prevenir.

Em momentos em que no seu mundo particular faltar luz, enquanto houver um rastro de luminosidade, permanecerá tranquilo, porém, a coragem vai ficando cada vez mais sonolenta enquanto o medo começa a se preparar parar tomar uma injeção de adrenalina. E quando o medo aplica… É, deu merda! Dependendo da situação, o desespero é tanto que você chama você mesmo pra cair no braço, subir no ringue e resolver… Resolver o que? Poderá até chamar por um nome que não existe em um lapso repentino de acreditar no que já se foi desacreditado há anos.

No fundo no fundo somos todos nós eternas crianças, que conforme o tempo vai passando, vai tentando cada vez mais se mostrar mais adulto ao em vez de mostrar pra si mesmo. Às vezes criticando alheios pelo simples fato de não termos coragem de fazer igual ou por acharmos inconscientemente que somos maduros suficientes praquilo ou um punhado de “ou” que deixarei por conta do seu subconsciente. Então, aonde quer que vá, vê se não vai se esquecer em casa e quando for atravessar a rua, segure firme na mão do seu eu mais velho, ele é sempre o mais responsável. Às vezes sua criança interior vai sentir vontade de chorar sem saber por que. Caso não… Bem… Parabéns “durão”. Já eu… Estou procurando um caminho de volta pra Neverland.

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