Sua Última Flor: Lançamento + Passado + Relato + Mènage à Trois

Dia 23 de Junho de 16h – 19h, na Livraria Nobel do Norte Shopping, a Editora Modo em parceria com o blog Tribo do Livro organizará a tarde/noite de autógrafos dos novos autores nacionais com respectivas obras: Ana Carla Santos com Depois do Primeiro Beijo; Nanda Meireles com Aqueça Meu Coração; Hellen Pimentel com Despertar; Thayane Gaspar com Princesa de Gelo; e Uole da Silva com Sua Última Flor. No blog da editora poderá conferir a resenha e no da Tribo do Livro uma entrevista especial com cada um. Conto com a presença de todos no dia. Pessoas de outros estados, que estiverem no Rio nesse final de semana, também serão bem-vindas.

A cada dia que passa minha ansiedade aumenta… Nervosismo… Receio… Otimismo… Todos os sentimentos oscilando frequentemente. E, sim, é aquele mesmo livro de dois anos atrás. Finalmente, não? Vou contar uma história que acho muito bacana…

Quando frequentava a escola, nunca fui fã das aulas de Português, Literatura e Filosofia. Resumindo… Português: “Só saber falar não é o suficiente, porra? Pelo menos me beija!”, “Professora, você tem que entender que saiu em uma revista que Língua Portuguesa e Japonesa são as mais difíceis de aprender. Dá uma moral?”. Literatura: “Literatura? Tá. E vou comer isso com que, depois que terminar a escola?”, “Professora, se tirarmos Liter, sobra atura… E ninguém atura essa matéria”. Filosofia: “ZzZzZzZ”. Depois de terminar os estudos que me apaixonei. Pegava livros da época de escola e foleava a fim de relembrar o que aprendi na época e aprender o que não tinha prestado atenção. Caçava palavras difíceis no dicionário, para poder soltá-la como quem não quer nada e explicar para quem não soubesse o seu significado. Sempre gostei de ser diferente e chamar atenção timidamente. Passei a comprar livros, acompanhar alguns blogs, prestar mais atenção nas letras dos artistas intelectuais que passei a ouvir, entender sentido por trás das frases filosóficas e etc. Tudo isso só se intensificou quando me apaixonei pela primeira vez, quando começamos a usar palavras dos Reis para declarar nosso amor e conforme fui sentindo necessidade de fazer as pessoas pensarem com o que eu estava começando a escrever em tantos blogs que criei e deixei de lado, nas minhas músicas.

Felizmente, sou um cara inteligente. Infelizmente, não sou estudioso. Pego rápido, mas raramente tenho paciência para ficar estudando, principalmente quando têm formas, figuras, tabelas… Só depois de velho fui entender muita coisa que meu pai fez comigo. Desde criança sempre me incentivou com exercícios de raciocínio lógico. Ficava puto por que não encontrava as respostas e meu pai não as me mostrava, só dizia: “um dia você vai descobrir. Você não é burro, só é preguiçoso”. Conforme o tempo foi passando, realmente fui descobrindo e percebendo que foi melhor descobrir sozinho. Meu pai não queria só trabalhar meu cérebro, mas, também, me fazer entender que na vida de um homem, raramente alguém traz as respostas em uma bandeja ou respostas corretas. Sempre haverá circunstâncias em que terá que encontrar, sozinho, suas respostas, e, basear-se na vivência alheia, não será o suficiente, mas pode ajudar a ter certa noção. Fora quando conversávamos e ele me metralhava com palavras desconhecidas. “Pai, o que significa o que falou?”. “Vai procurar no dicionário”. Ficava puto, mas, hoje entendo perfeitamente, principalmente o quanto isso me ajudou. Até hoje, quando trocamos e-mails, ele me liga e fala: “deu umas escapulidas ali, ali e aqui”. Meus pais sempre foram meus maiores críticos. Meu pai com português, conhecimento geral, raciocínio lógico e postura. Minha mãe com música, confiança, lealdade e romantismo. Ensinaram-me tanto, que não gosto de assumir que já entendi a maioria e que já tenho uma pequena bagagem de cosias que posso ensiná-los. Quando meu pai saiu de casa, era o que eu precisava para terminar o aprendizado de como me tornar um homem… Apanhando na rua.

Eu sou um cara que amadureceu precocemente. Fazia uns bicos ali e aqui desde os dezesseis anos, para poder sair com meus amigos, ajudar dentro de casa, pagar meu maço, minha cerveja… Cresci preferindo bater papo com pessoas acima de dez anos de diferença do que com pessoas da minha idade, que conversávamos futilidades, garotas. Mas não deixava os da minha idade de lado. A diferença era: com os mais velhos, conversas sérias e maduras; com os mais novos: garotas, festas e altas risadas.

Então… Até dois anos atrás, por mais que já estivesse perdido de paixão por português, literatura e filosofia, nunca imaginei que escreveria um livro. Quem me conhece sabe que meu caminho sempre foi música. Na entrevista que dei para o blog Tribo do Livro, falo um pouco sobre isso e a criação do livro. Na divulgação que irá ao ar em breve, falo um pouco mais. Não tem motivo falar aqui, agora. Mas, Sua Última Flor nasceu sem pretensão nenhuma de ter um ISBN, uma Editora, uma tarde de autógrafo… Olha onde estamos dois anos depois. Não quero mais ser só um Rockstar. Quero juntar o útil ao agradável e me tornar um Rockstar da Literatura. Quero essas duas mulheres só para mim… Música e Literatura. Meu ménage à trois perfeito.

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