Leugim: 11 – Lovers Club All Night (Parte 2)

Saiu dali direto para o escritório de seu melhor amigo. Ainda estava furioso e só se acalmou ao terminar de contar o ocorrido. César preferiu não dar opinião, apenas ouvi-lo. Até por que, quando o assunto era Gabriel, sabia que Miguel preferia ouvido a uma boca dando opinião ou fazendo comentário sobre. No fim, apenas perguntou se queria companhia para beber e ele aceitou. Pegaram o elevador e foram ao bar que tinha na esquina. Sentaram-se a uma mesa na calçada e Miguel pediu uma Antártica bem gelada. Depois disso não disse uma palavra sequer, ficou olhando para o nada como se estivesse hipnotizado ou perdido no tempo.

– Isso não vai sair da sua cabeça tão cedo, né? – César puxa assunto.

– Só à noite. – sorri desmotivado.

– Já sabe quem levará?

O dono do bar coloca a cerveja e os copos na mesa.

– Alguma das meninas do site que ainda não tenha levado. – diz Miguel assistindo os copos enchendo de cerveja por César.

– Que horas você vai?

– Ainda não sei… Por quê?

– Estava pensando em ir depois do jogo.

– Com a Duda? – pergunta aos risos.

– Está de bobeira com ela. Mas, se liga… – dá um gole. – Quando estiver indo, me manda uma mensagem, que aí dependendo da hora eu apareço.

– Pode aparecer independente da hora, só saio de lá depois, quando você quiser.

César ri.

– Sério. Vou pôr seu nome e o dela na lista, então aparece lá naquela porra.

Continuaram conversando e bebendo até por volta das cinco horas. César voltou ao seu escritório e Miguel pegou a rua rumo a Copacabana. No meio do caminho parou no posto de gasolina, completou o tanque e continuou seu trajeto. Chegando, parou no portão de acesso a um condomínio não muito longe da praia. Identificou-se ao porteiro e entrou. Estacionou na frente do bloco B. Tirou o celular do bolso. Procurou por “Rayanne (PA)” na agenda e fez a ligação. Colocava “PA” em alguns nomes para identificar que era de seu site Prazer Angelical. Assim que ela atendeu, pediu que abrisse o portão. Pegou o elevador. Décimo primeiro andar. Chegando ao fim do corredor, Rayanne já o aguardava trajando um baby doll semitransparente e seu maravilhoso e clareado sorriso de orelha a orelha.

– Mi, seu lindo. – o abraça forte, apertando seus volumosos seios siliconados em seu peito.

– Ray, sua gostosa. – dá um tapa de leve em sua bunda.

Miguel entra e ela fecha a porta:

– Como estão as coisas? – pergunta colocando o capacete que usava, e o extra que trouxe, em cima da mesa da sala.

– Vou bem, meu anjo lindo. – passa o trinco de segurança na porta. – Ontem aconteceu uma coisa engraçada no site. – se joga no sofá sobre as pernas dobradas.

– O que houve? – tira a jaqueta de couro e faz uma cadeira de cabide.

– Um velho super simpático dizendo que era seu amigo.

– Velho simpático? – vasculhava a memória.

– Sim. Seu nome é Bruno, acho.

– Ah, sim. Mas por que foi engraçado? – sentou ao seu lado.

– Por que ele disse que queria muito comprar créditos, mas não sabia como, que estava perdido. – riu. – Quase desenhei pra ele, mas não conseguiu. Aí sabe o que aconteceu?

– O quê? – curioso.

– Começou a chorar dizendo que era analfabeto sobre computadores.

– Nossa! – e cai em gargalhadas.

– Imagina a cena… E eu segurando o riso tentando acalmá-lo. Mas, enfim, a que devo a honra da sua visita? – começou a passar a mão esquerda lentamente na coxa direita de Miguel.

– Sabe que toda quinta-feira eu escolho uma de vocês pra me acompanhar naquele meu outro negócio, certo?

Afirma com a cabeça.

– A escolhida dessa semana é você.

– E quanto você geralmente paga?

– Cinco mil reais.

– Sabe que pela relação que temos não precisa me pagar tanto, né? – abre um sorriso de orelha a orelha.

– Vale pelo amor que tenho por todas vocês.

Rayanne morde o lábio inferior, o olhando nos olhos, sorrisinho safado.

– Topa ou não topa? “Ma oe”! – Miguel brinca tentando imitar a voz e os trejeitos do Silvio Santos.

– Lógico que topo. E você já conseguiu me deixar excitada, cachorro. – o agarra pelo colarinho da camisa e o puxa ao seu encontro.

Entregaram-se a beijos calorosos, ajudando o outro a despir-se. E aconteceu ali mesmo no sofá, se estendendo para a mesa e finalizando no tapete.

– Se fosse garoto de programa, ia fazer muito sucesso com as mulheres. Garanto! –Rayanne confirma ofegante, deitada em seu braço esquerdo.

Miguel sorri com o elogio:

– São anos e anos de experiências.

– Que horas vem me buscar?

– Estava pensando em ficar aqui até a hora de irmos… Tem problema?

– Nenhum!

Conferiu as horas.

– Bom, são sete e quarenta e seis. – diz Miguel. – Podemos sair daqui umas nove e vinte pra chegar lá dez horas.

– Então vou começar a me arrumar. – dá-lhe um selinho estalado e levanta. – Fique à vontade, anjo.

Miguel assiste aquele corpo perfeito rebolando na direção do banheiro. Rayanne, tinha vinte e três anos, morena, cabelos lisos e negros até a cintura, seiscentos ml de silicone nos seios e cinco anos de academia.

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